Associação paraibana quer definição da Anvisa sobre cultivo da maconha para baratear aquisição do produto46384

A regulamentação aprovada será publicada no Diário Oficial nos próximos dias e entra em vigor 90 dias após a publicação.​

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace Esperança) que tem sede em João Pessoa comentou ao Portal ClickPB a aprovação da Anvisa sobre a regulamentação do uso medicinal da maconha no Brasil. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (3). A regulamentação aprovada será publicada no Diário Oficial nos próximos dias e entra em vigor 90 dias após a publicação.

A entidade disse que com a decisão, os produtos feitos com cannabis passam a se sujeitar à vigilância sanitária e serão vendidos em farmácia, mas que o alto custo do produto que será comercializado coloca em debate a importância do cultivo medicinal.  

Questionada sobre a pretensão de conseguir a licença da Anvisa para fabricar medicamentos e vender nas farmácias, a entidade ressaltou que a produção e comercialização tem alto custo. "Precisamos aguardar a decisão com relação ao cultivo para nos posicionarmos definitivamente", informou. 

Leia a nota da entidade sobre a decisão:

"Se felicita com a decisão tomada pela Anvisa hoje em aprovar registros de medicamentos a base de Cannabis. Temos uma grande procura, que cresce a cada dia e já não estamos mais conseguindo atender a todos que necessitam. Ainda não há decisão com relação a cultivo, estamos aguardando isto para nos posicionar definitivamente sobre o assunto. Enquanto isso, torcemos por resultados favoráveis à saúde de milhares de pessoas."

O novo regulamento para os medicamentos que derivam da planta já aponta requisitos e padrões de qualidade, mas a norma deve ser revisada em até três anos porque o atual estágio científico do produto ainda é considerado inicial mundialmente.

As empresas que forem atuar nesse segmento precisarão ter autorizações da Anvisa e certificados de boas práticas de fabricação, entre outros documentos. A prescrição é de responsabilidade do médico, que deve respeitar regras em relação à concentração de THC. 

Fonte: Redação do Vale do Piancó Notícias