Paraiba

08/01/2017 - 15:49:17

Vendedor de chapéus na Paraíba sonha com estabilidade financeira

Daniel Luiz vende chapéus nas praias de João Pessoa há 15 anos. Vendedor utiliza datas comemorativas para diversificar produção.

Autor: Redação do Portal

Daniel Luiz tem 49 anos e após tantos anos com trabalho informal, sonha em ter a própria estabilidade financeira. Daniel é conhecido na orla de Tambaú, em João Pessoa, por enfeitar as cabeças de turistas com chapéus que vende. Trabalha o ano inteiro como ambulante na cidade, mas é na praia que se mantém na maior parte dos dias.

Daniel Luiz vende chapéus há 15 anos (Foto: Dani Fechine/G1)

Boa parte dos chapéus vem da cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte. A certeza que Daniel tem é que é o Nordeste é o grande fornecedor da sua renda. Em todas as épocas do ano, ele estuda as estações e os locais onde pode ter maior faturamento. Em período de eleições, Daniel oferece bonés com santinhos de candidatos. No período junino, o estilo da vez é o “cowboy” ou “matuto”. No Carnaval, então, não falta trabalho. Diversão e trabalho ladeira abaixo com a venda dos chapéus na cidade de Olinda, em Pernambuco.

“Compro e revendo. Ou então busco mercadorias em Recife, direto da fábrica”, explica. Já passou por empregado, funcionário, operário e hoje é chefe. Conheceu empresas de segurança e foi assalariado em depósitos de baixa e alta tensão. “Mas estar no informal é a melhor escolha para o critério financeiro”, garante Daniel.

Com cinco filhos e cinco netas, Daniel vive à base de felicidade e trabalhando no que oferece retorno e satisfação. “Com esse trabalho e vendendo dessa forma, temos o retorno de até 100%”, destacou. A esposa seguiu o mesmo caminho e encontrou na culinária uma forma de fazer o que gosta sem depender de patrão. Vende cocadas baianas e já é conhecida por onde passa.

Mas Daniel não parou com o retorno progressivo. Fez cursos, se aperfeiçoou e hoje, ele e a esposa, mantêm a família com o que ganha. Conseguiu um carro novo, já quitado. Faz o próprio horário e o patrão é ele mesmo. Os sonhos ainda mantém, porque se parar as conquistas não chegam. “Quero ter uma renda maior com meu trabalho”, completa.. 

Fonte: Redação do Portal Vale do Piancó Notícias com G1