Cinema

20/07/2013 - 08:04:34
Cinema

Nos 40 anos da morte de Bruce Lee, veja carreira do ator no cinema e TV

Mito do kung fu tinha 32 anos e estava prestes a lançar seu maior filme. Estreia no ocidente aconteceu como Kato, na série de TV ‘Besouro verde’.

Autor: Redação do Vale do Piancó

Nos 40 anos da morte de Bruce Lee, veja carreira do ator no cinema e TV

Há 40 anos, no dia 20 de julho de 1973, Bruce Lee morreu, vítima de um edema cerebral. Com apenas 32 anos, ele já era um mito das artes marciais e também estava prestes a se consagrar no cinema, já que “Operação dragão”, seu primeiro filme produzido por um estúdio de Hollywood, estrearia em Hong Kong seis dias depois.

O longa, dono do maior orçamento que um filme de artes marciais já havia tido até então, estenderia ao resto do mundo a fama da qual já desfrutava na Ásia, embora tenha nascido nos Estados Unidos. Depois de estrear como ator ainda criança, Lee já havia feito diversos filmes chineses desde a década de 40, mas apenas a partir dos anos 60 se tornou conhecido também no ocidente.

Seu primeiro papel de destaque foi como Kato, em uma série de TV sobre o Besouro verde. O mesmo personagem também deu a ele a chance de aparecer em alguns episódios de “Batman” e rendeu convites para pequenas pontas em outros programas. No cinema, porém, seu primeiro filme a chamar a atenção nos Estados Unidos foi “O dragão chinês”, de 1971, e ele faria apenas outros três antes de morrer, dirigindo um deles.

Dono de uma técnica ainda hoje inigualável, Lee era capaz de façanhas como praticar dezenas de flexões usando apenas o dedão e o indicador, trocar a moeda que alguém segurava antes que a pessoa fechasse a mão, apanhar com um par de hashis grãos de arroz jogados para o alto, jogar tênis de mesa usando nunchaku como raquetes e acertar um soco a uma distância de quase um metro em apenas cinco centésimos de segundo, entre muitas outras.

Sua velocidade, aliás, era tão impressionante que exigia cuidados especiais durante as gravações. Em vez dos tradicionais 24 frames por segundo, seus golpes eram filmados em 32 frames e as cenas eram desaceleradas para que fosse possível enxergar o que ele havia feito.

Inspiração para diversos lutadores que se tornaram atores e para incontáveis filmes de ação, Bruce Lee deixou um filme inacabado que, ironicamente, rendeu uma de suas imagens mais clássicas. Em “O jogo da morte”, lançado cinco anos depois de seu falecimento, ele “atua” graças a imagens de arquivo e truques de edição, e aparece em cena com o famoso macacão amarelo, homenageado depois por Quentin Tarantino em “Kill Bill”.